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jueves, 19 de noviembre de 2015

SI CON EL FADO SE CANTA O LLORA, TAMBIÉN SE PUEDE BAILAR


ENTREVISTA A ANA MOURA EN "O PÚBLICO".

Ao longo dos anos foi-se habituando a gerir as viagens, os hotéis, os rituais de promoção, o andar em digressão assiduamente. De tal forma que já lhe aconteceu acordar em determinada cidade e nem se lembrar onde está. “Aliás já me aconteceu estar em aeroportos para apanhar um avião e nem saber para onde vou. Já sofri com isso, mas depois fui-me habituando. Procuro não me concentrar no lado mais negro da vida, aproveitando as muitas coisas positivas.” 
Em viagem o tempo é sempre pouco, mas abrem-se clareiras. É nessas ocasiões que acaba por assistir a alguns concertos. O que mais a impressionou nos últimos tempos foi o da inglesa FKA Twigs, em Brooklyn, Nova Iorque. “A sala era espectacular, o jogo de luzes incrível, adorei a sua presença em palco e marcou-me assistir aquele concerto.”
A sua conexão com o estar em palco também já foi mais difícil. Na actualidade, o antes, o durante e o depois, são vividos com a naturalidade possível, numa actividade onde os imprevistos acontecem sempre. “Antes de entrar em palco gosto de estar com os músicos e senti-los, falando com eles”, reflecte, “depois entramos em palco e o primeiro tema pode ser marcante, seja para perceber eventuais problemas de som, ou para tomarmos o pulso à sala e à audiência.”
Às vezes, durante um espectáculo, pode sentir que o mesmo não está a correr da melhor forma e se isso acontece pode ser “muito angustiante”. Normalmente são factores externos, como a acústica, que provocam esses estados de espírito, mas existem outros factores. “Já me aconteceu, ao primeiro tema, esquecer-me dos sapatos de salto alto e colocar-me em bicos de pés porque me habituei a cantar com eles”, ri-se com evidente deleite, recordando episódios desses. “Enfim, acabam por ser coisas que nos podem deixar desconfortáveis, mas que acabam por ser superáveis, agora o som é muito importante.”
Curiosamente, a timidez que patenteava em palcos portugueses, foi desaparecendo através das experiências internacionais. Às vezes as pessoas que a conhecem dos palcos portugueses ficam surpresas quando assistem a concertos seus fora do país. “Tenho dificuldades em me dirigir às pessoas entre as canções, mas nos palcos estrangeiros farto-me de falar, brinco, e ponho as pessoas a rir, o que às vezes é surpreendente”. Em parte isso acontece porque sente obrigação de explicar um pouco o que é o fado.
Naturalmente fora de Portugal existe uma relação mais distanciada com o fado. Os conflitos que por vezes irrompem nos círculos fadistas sobre a “autenticidade” ou a “pureza” do género, ou as divisões entre os que se mantém fiéis a uma ideia tradicional e quem segue outros caminhos, são vividos apenas internamente. Perguntamos-lhe se esse maior distanciamento do público internacional não propiciará que ela tenha uma postura mais relaxada. Responde que não é por aí, embora diga que no anterior álbum existiram vozes críticas à abordagem miscigenada. Hoje afirma que desapareceram. “Já não sinto isso, até porque não tenho qualquer pretensão de mudar nada no fado, estou a seguir apenas o meu caminho. As pessoas que entendem que desvirtuo o fado não estão correctas. Não é por aí.” 
Também os discursos sobre um hipotético ambiente competitivo entre fadistas não a preocupam. “Venho de uma família enorme onde a ideia de partilha é fundamental. Tenho essa herança da partilha dentro de mim. Na música a competição não faz grande sentido, até porque se estamos a falar de intérpretes de fado, estamos a falar de intérpretes da alma, e não existem duas iguais.”
É verdade. Mas no fado, como em tantos outros géneros da música popular, existe por vezes um ambiente em redor que propicia a competição. “Sim, no fado existe essa tendência de eleger a rainha ou o rei do fado. Mas isso não me interessa. O que é poderoso é quando se está lá fora e percebemos que as pessoas entendem que viemos de um país com qualidade musical. É isso que tento difundir, que existem muitos bons músicos em Portugal. Os brasileiros, por exemplo, cantam todos uns com os outros, estão sempre a divulgar a música uns dos outros. Parece-me que é por aí.”
No dia em que falamos os acontecimentos funestos de Paris estavam na ordem do dia. Isso e o processo de Luaty Beirão e dos restantes activistas detidos em Angola e acabamos a falar do papel que os artistas podem ou não ter quando se deparam com conflitos sociais ou políticos.
Há uns meses foi convidada por Isabel dos Santos (filha do Presidente de Angola José Eduardo dos Santos) para cantar na inauguração de uma exposição da responsabilidade do marido, Sindika Dokolo, e acedeu. E há dias cantou no concerto Liberdade Já! em Lisboa. Aos olhos de alguns poderá haver aqui alguma contradição e ela tem consciência disso.
ENTREVISTA A ANA MOURA EN EL DIARIO "O PUBLICO"

“Há pessoas que podem ter essa leitura, mas esta é a forma que encontrei de ir gerindo as coisas. Nesse concerto da Liberdade Já! tive gente à minha volta a dizer-me para não ir por causa da carreira, mas senti que devia ir, mesmo que tal gesto possa não ser bem recebido junto de alguns sectores de Angola. Tenho uma ligação com o país e se for importante a minha presença em determinado sitio e se achar que posso fazer alguma diferença, vou sem hesitação. E foi o que fiz.”
Vivem-se dias conflituosos e os artistas podem ter um papel interveniente, embora ela também goste de pensar que a música, e a arte em geral, por si só já são um contributo para uma vida social sadia.


Nos últimos tempos não tem conseguido ir a casas de fado e tem tentado colmatar essa ausência de proximidade com os outros, instituindo sempre que pode tertúlias em sua casa, para onde são convidadas pessoas de diversas áreas. Recebê-las é um dos seus prazeres, mas estar em casa, só, também a fortifica. “Nada me dá mais prazer do que acordar, abrir portas, deixar sair os dois gatos para um pequeno jardim e ficar por ali com eles. Pequenas coisas, às vezes as mais importantes.”

miércoles, 4 de noviembre de 2015

ANTICIPO MUNDIAL DEL NUEVO DISCO DE ANA MOURA

"DÍA DE FOLGA"

La internacionalmente reconocida fadista Ana Moura, quien está pronta a lanzar su nuevo álbum discográfico, acaba de dar a conocer el primer corte de difusión titulado "Día de folga". Lo podrán escuchar a través del siguiente link y descargarlo por medio de Itunes.



Manhã na minha ruela, Sol pela janela
O Sr. jeitoso dá tréguas ao berbequim
O galo descansa, ri-se a criança
Hoje não há birras, a tudo diz que sim
O casal em guerra do segundo andar
Fez as pazes, está lá fora a namorar

Cada dia é um bico d’obra
Uma carga de trabalhos, faz-nos falta renovar
Baterias, há razões de sobra
Para celebrarmos hoje com um fado que se empolga
É dia de folga!

Sem pressa de ar invencível, saia, saltos, rímel
Vou descer à rua, pode o trânsito parar
O guarda desfruta, a fiscal não multa
Passo e o turista, faz por não atrapalhar
Dona Laura hoje vai ler o jornal
Na cozinha está o esposo de avental


Cada dia é um bico d’obra
Uma carga de trabalhos, faz-nos falta renovar
Baterias, há razões de sobra
Para celebrarmos hoje com um fado que se empolga
É dia de folga!

Folga de ser-se quem se é
E de fazer tudo porque tem que ser
Folga para ao menos uma vez
A vida ser como nos apetecer

Cada dia é um bico d’obra
Uma carga de trabalhos, faz-nos falta renovar
Baterias, há razões de sobra
Para a tristeza ir de folga e o fado celebrar

Cada dia é um bico d’obra
Uma carga de trabalhos, faz-nos falta renovar
Baterias, há razões de sobra
Para celebrarmos hoje com um fado que se empolga
É dia de folga

Este é o fado que se empolga
No dia de folga!

("Dia de Folga" - letra e música de Jorge Cruz)

miércoles, 7 de octubre de 2015

EL DISCO PORTUGUÉS MÁS VENDIDO DE LOS ÚLTIMOS AÑOS

DESFADO, QUÍNTUPLE PLATINO

La noticia de que "Defado" consiguió esta semana el galardón de quíntuple disco de platino es un auspicioso punto de partida para el nuevo álbum de Ana Moura. Un marco importante para un disco y una artista que continúan haciendo historia. El disco más vendido de los últimos tres años.
Hace 145 semanas consecutivas que se encuentra en el top de ventas en Portugal. Este disco que globalizó Ana Moura es el primero editado mundialmente por Universal Music, a través de Decca y llegó al primer puesto de ventas varias veces en Portugal consiguiendo este puesto también en Inglaterra, España y Estados Unidos.




"Desfado" reunió algunos de los mejores compositores de la actualidad y el single que le dio el nombre se volvió en el primero en ser tocado en las radios nacionales. El tour "Desfado" llevó a Ana Moura a los grandes escenarios nacionales e internacionales, cantando para multitudes en más de 300 conciertos que realizó después de editar "Desfado".
A poco de e ditar un nuevo disco, Ana Moura es la artista nacional contemporánea con la carrera con mayor proyección y prestigio internacional. El sucesor de "Desfado", todavía sin nombre, está previsto para ser editado en 2015. Dentro de poco serán develados más pormenores.
 
Información retirada de la página Sons en Tránsito.
 

jueves, 17 de septiembre de 2015

CELEBRAMOS EL CUMPLEAÑOS DE ANA MOURA CON MÚSICA

PARABENS, ANA MOURA

Para festejar el cumpleaños de la fadista Ana Moura les comparto el video del recital completo que la cantante ofreció en Berlín el pasado 10 de marzo de este año.




lunes, 14 de septiembre de 2015

ANA MOURA EN LA CAIXA DE ALFAMA

EN SEPTIEMBRE

El próximo 19 de septimbre, la gran fadista Ana Moura, presentará su "Desfado" en el Palco Caixa de Alfama, de dicha ciudad portuguesa.
Un show para disfrutar de ese gran trabajo discográfico mientras se espera la salida del nuevo álbum que se encuentra en periodo de grabación en Los Ángeles.


martes, 1 de septiembre de 2015

SE VIENE EL NUEVO DISCO DE ANA MOURA

LA CANTANTE SE ENCUENTRA GRABANDO EN LOS ÁNGELES

Después del gran suceso y la multipremiación del anterior álbum "Desfado" de la cantante Ana Moura, llegará dentro de poco un nuevo álbum para sumarse a la discografía de la fadista.
Moura se encuentra grabando en Los Ángeles el disco sucesor de su talentoso trabajo precedente.
Y en los tiempos libres, aprovecha para pasear por la hermosa ciudad de Los Ángeles y conocer el Paseo de la Fama en Hollywood.



(Foto retirada de la página oficial
de Facebook de Ana Moura).

lunes, 29 de junio de 2015

LA SOLE Y ANA MOURA, DOS VERSIONES PARA UNA CANCIÓN GIGANTE

DOS INTERPRETACIONES PARA EL RECUERDO

Ana Moura cantó en inglés en la ciudad de Bucarest la canción Halleluyah y, en su más reciente álbum, "Vivir es hoy", la cantante Soledad Pastorutti interpretó dicha canción que da cierre a su disco.
Les comparto las dos versiones, en inglés y castellano, de estas dos grandes voces.


Un soldado a casa regresó y un niño enfermo se curó
y hoy no hay trabajo en el bosque de la lluvia
un desamparado se salvó por causa de una buena acción
y hoy nadie lo repudia, aleluya
aleluya, aleluya, aleluya, aleluya...
un ateo que consiguió creer
y un hambriento hoy tiene de comer
y hoy donaron a una iglesia una fortuna
aleluya, aleluya, aleluya, aleluya...



que la guerra pronto se acabará
que en el mundo al fin reinará la paz
y que no habrá miseria, aleluya
aleluya, aleluya, aleluya, aleluya...
porque en esta vida reine el amor
y no gobierne la corrupción
sino lo bueno y lo mejor del alma pura
aleluya, aleluya, aleluya, aleluya...



porque Dios nos proteja de un mal final
porque un día podamos escarmentar
porque acaben con tanta furia, aleluya
aleluya, aleluya, aleluya, aleluya...
que en algún lugar alguien hoy nació
y un sueño hoy se concedió y ya pasó el eclipse de luna
aleluya, aleluya, aleluya, aleluya...
porque esta oración se haga verdad
y que todo sea felicidad y que pare la locura, aleluya
aleluya, aleluya, aleluya, aleluya...



jueves, 28 de mayo de 2015

JORGE FERNANDO ACOMPAÑADO EN GUITARRA POR ANA MOURA

EN EL COLISEU DE LISBOA

En el dvd del concierto que la cantante portuguesa Ana Moura brindó en el Coliseu de Lisboa en 2008, ella cuenta que admira al compositor Jorge Fernando, quien siempre le decía que tenía que aprender guitarra. Y Moura tenía el sueño de poder compartir escenario junto a Jorge Fernando.
Es así como pudieron concretarlo en Lisboa donde Jorge Fernando canta el fado "Boa noite solidao" acompañándose con la guitarra interpretada por Ana Moura.
Un lujo para no perdérselo.





martes, 19 de mayo de 2015

DISCO TRIBUTO A AMÁLIA RODRIGUES

GRANDES CANTANTES TRIBUTAN A AMÁLIA

El próximo 10 de junio será editado un disco donde se realizará un homenaje a Amália Rodrigues. El álbum cuenta con la dirección de Rubén Alves, también realizador de la película "La gaiola dourada/La jaula dorada).



Los artistas confirmados hasta la fecha para la realización de este disco son: António Zambujo, Carminho, Ana Moura, Gisela Joao, Ricardo Ribeiro, Camané, Caetano Veloso, Celeste Rodrigues, Bonga y Mayra Andrade.
Algunos de los temas que ya fueron grabados son "Lisboa nao sejas francesa", "Meu amor, meu amor", "Grito" y "Abandono".

Andrea Lopes.

domingo, 12 de abril de 2015

DESFADO VERSIÓN REMIX

¿EL FADO SE BAILA? POR SUPUESTO QUE SÍ

Les comparto un hallazgo. El video de "Desfado" por la cantante Ana Moura en su versión remix. Una versión ultramoderna de ese fado tan alegre.





viernes, 3 de abril de 2015

CANCIÓN DE FADISTA, GANÓ MEJOR CANCIÓN ORIGINAL

FUE DURANTE LOS PREMIOS SOPHIA

Hoy a la noche le fue concedido el premio a Mejor Canción Original a Clandestinos do amor dentro del evento de los Premios Sophia, el máximo acontecimiento del cine portugués.
La canción, que forma parte de la banda sonora de la película "Os gatos nao tem vertigens" (Los gatos no tienen vértigo), dirigida por el cineasta António Pedro Vasconcelos, fue estrenada el año pasado  en Portugal y es interpretada por la fadista portuguesa Ana Moura. 





jueves, 2 de abril de 2015

HOMENAJE DEL FADO AL CINEASTA MANOEL DE OLIVEIRA

TRIBUTO EN LOS PREMIOS SOPHIA

Hoy tuvimos la noticia del fallecimiento del que fuera el más longevo y prolífico cineasta portugués, Manoel de Oliveira.
Por esas coincidencias del destino, la partida tuvo lugar en el mismo día en que en Portugal se hacen entrega de los Premios Sophia, que premian lo mejor del cine portugués.
Nacido en 1908, a los veintidós años realizó su primer cortometraje comenzando su reconocimiento con el film Benilde (1975).
El director de cine falleció a la edad de 106 años y el año pasado realizó su última película "O Velho do Restelo (El viejo de Belén).



Fue premiado con el León de Oro del Festival de Venecia (1985), el Premio Especial Fipresci del Festival de Cannes (1990), el Premio Especial del Gran Jurado del Festival de Venecia (1991), el Premio del Jurado del Festival de Cannes (199) y la Palma de oro del Festival de Cannes (2008). En 1989 fue premiado con el doctorado Honoris causa de la Universidad de Porto.



En la entrega de Premios Sophia que se realizó esta noche se presentó la cantante Ana Moura, quien le rindió homenaje a Manoel de Oliveira con la interpretación de la canción "Clandestinos no amor", el tema principal de la película "Os gatos nao tem vertingens" (Los gatos no tienen vértigo), de António Pedro-Vasconcelos.

Andrea Lopes.
@fadoargentino.

jueves, 5 de febrero de 2015

ANGOLA SE PREPARA PARA RECIBIR A ANA MOURA


MAÑANA, EN LA CIUDAD DE LUANDA

Ana Moura, quien creció escuchando de Angola como un lugar perfecto regresa a ese país para actuar mañana en la ciudad de Luanda, donde se abrirán las puertas del fado para recibir a la cantante que presentará su "Desfado", último y premiado disco de la fadista.
La que sigue es la entrevista que verangola.net le hizo a la cantante:

Ana, o que é que espera deste regresso a Angola? O que é que a fez querer voltar a cantar em África?

Para mim tudo é motivo para querer voltar a África, tenho uma ligação muito forte com África e Angola, particularmente. A minha mãe é natural do Lubango de modo que cresci a ouvir falar de Angola como o lugar perfeito. O lugar das frutas mais doces, o cheiro dos morangos e das goiabas, mal se aterra no aeroporto do Lubango, a música, o clima, o calor humano tão comuns em África e o respeito pelas pessoas mais velhas, consideradas os grandes sábios, independentemente de terem ou não estudos.

O que é que vamos poder ouvir no próximo dia 5 no famoso Lookal? Muito “Desfado” ou também temas de outros álbuns?

Para o próximo dia 5, no famoso Lookal estou a preparar temas que fazem parte da minha história, com a formação musical do Desfado.

O Fado é um género muito querido pela maioria dos angolanos. No entanto, a Ana faz parte de um grupo de músicos contemporâneos que se dedica a “renovar o Fado”. Acha que os angolanos gostam e estão a par destas novas tendências?

Eu acho que os angolanos gostam e estão a par das novas tendências e a prova disso é este convite que me foi feito para regressar a Angola.


Vai levar uma importante parte da cultura portuguesa a Angola. O que é que espera em retorno? Sente-se acarinhada quando visita o país?

Vai ser o meu segundo concerto em Angola, sendo que o primeiro foi privado. Daí estar tão feliz de poder regressar e fazer, finalmente, o meu concerto em Luanda.

A música angolana está presente nas suas origens, e ocupou parte da sua infância. É seguidora atenta do que se passa em Angola em termos musicais? Algum artista favorito?

Eu adoro música angolana e cresci a ouvir a mais antiga desde Carlos Buriti, Ruy Mingas, Bonga, Paulo Flores. Mas através das tournées que vou fazendo, muitas são as vezes que vejo o nome dos Buraka Som Sistema por esse mundo fora e sinto-me sempre orgulhosa.

Já pensou alguma vez em incorporar certas sonoridades da nossa música nos seus temas? Acha que seria uma experiência interessante?

Já pensei várias vezes e já o tenho feito. Acho muito interessante. Está no meu sangue. Desde sempre que gosto de cantar e dançar música angolana. E a sonoridade dos dialetos mais especificamente o umbundo e o kimbundo que me são mais familiares, a minha avó fala ainda um pouco de umbundo.

Ana Moura em 2015. Do que é que vamos ouvir falar? Um novo álbum, já mexe?

Sim, já estou a preparar o meu novo álbum. Entrarei em estúdio ainda antes do próximo verão. E estou ansiosa!.

martes, 27 de enero de 2015

CINCO FADISTAS CONDECORADOS POR EL PRESIDENTE PORTUGUÉS

RECONOCIDOS CON LA ORDEN DO INFANTE

En la tarde de hoy el presidente de la Nación portuguesa, Mário Pacheco, galardonó con la Orden del Infante Don Henrique a los fadistas Ana Moura, Carminho, Katia Guerreiro, Ricardo Ribeiro y Mário Pacheco.



La ceremonia tuvo lugar en el Museo del Fado de la ciudad de Lisboa.
La Orden do Infante fue creada en 1960 para distinguir a las personalidades que hayan prestado servicios relevantes a Portugal, tanto en el país como en el extranjero, así como servicios en la expansión de la cultura portuguesa o para dar a conocer Portugal, su historia y sus valores.


jueves, 1 de enero de 2015

EL AVE MARÍA INTERPRETADA POR UNA FADISTA

EN LA NOCHE DE AÑO NUEVO, 
ANA MOURA NOS CANTA ESTE HERMOSO TEMA

Ave Maria 
Gratia plena 
Maria, gratia plena 
Maria, gratia plena 

Ave, ave dominus 
Dominus tecum 
Benedicta tu in mulieribus 
Et benedictus 

Et benedictus fructus ventris 
Ventris tuae, Jesus. 
Ave Maria 




Ave Maria 
Mater Dei 
Ora pro nobis peccatoribus 
Ora, ora pro nobis 

Ora, ora pro nobis peccatoribus 
Nunc et in hora mortis 
Et in hora mortis nostrae 
Et in hora mortis mortis nostrae 
Et in hora mortis nostrae 
Ave Maria


jueves, 25 de diciembre de 2014

MÚSICA EN NAVIDAD

RECORDAMOS A ANA MOURA EN ARGENTINA

En la noche de Navidad les comparto el video de uno de los temas que la fadista Ana Moura interpretó en su primera presentación en Argentina, en ocasión del Festival Internacional de Fado.

Vou de Lisboa a São Bento
Trago o teu mundo por dentro
No lenço que tu me deste
Vou do Algarve ao Nordeste
Trago o teu beijo bordado
Sou um comboio de fado
Levo um amor encantado
Sou um comboio de gente

Sou o chão do Alentejo
De ferro é o meu beijo
Tão quente como a liberdade
E se não trago saudade
É porque vives deitado
Num amor que não está parado
Sou um comboio de fado
Sou um comboio de gente



Não há amor com mais tamanho
Que este amor por ti eu tenho
Voo de pássaro redondo
Que não aporta no beiral
Não há amor que mais me leve
Que aquele em que se escreve
Ai... lume brando, paz e fogo
E a luz final


Desço do Porto ao Rossio
Levo o abraço do rio
Douro, amante do Tejo
Nos ecos dum realejo
Chora minha guitarra
Trazes-me a paz da cigarra
Num desencontro encontrado
Sou um comboio de fado

Se for morrer a Coimbra
Traz-me da luz a penumbra
Do amor que nunca se fez
Corre-me o sangue de Inês
Mostra-me um sonho acordado
Somos um povo alado
Um povo que vive no fado
A alma de ser diferente

jueves, 18 de septiembre de 2014

EL FADO NO ES UN "CASO ARRUMADO"

CELEBRAMOS EL CUMPLEAÑOS DE ANA MOURA
CON SU MÚSICA


La cantante portuguesa Ana Moura nació el 17 de septiembre de 1979 en Santarem ya que en la ciudad de Coruche, de donde son sus padres, no cuenta con una maternidad.

Con una carrera internacional que no para de crecer, lleva cinco discos editados. “Guarda-me a vida na mao” (2003), “Aconteceu” (2004),  “Para além da saudade” (2007), “Leva-me aos fados” (2009), “Ana Moura Box” (2011) y “Desfado” (2012) con los siguientes álbumes en vivo: “Coliseu” (2008) y “Desfado  ao vivo, Caixa de Alfama” (2013).




Fue nominada a los Globos de Oro de Portugal por su trabajo discográfico "Para além da saudade" consiguiendo el triple disco de platino recibiendo ese premio el 23 de mayo de 2010 como Mejor Intérprete Individual.
Su último disco, "Desfado", rompe todos los récords de venta (ya es cuádruple platino) y con él ha recorrido decenas de países, incluido Argentina, lugar que visitó en el corriente año.




Ha cantado junto a grandes artistas como Carlos do Carmo, Prince y Los Rolling Stones, solo por nombrar algunos de ellos.
Hoy, en el día en que "la fadista" cumple años, este blog la homenajea con el video de una de sus grandes canciones.

Andrea Lopes.

jueves, 11 de septiembre de 2014

EL FADO, PRESENTE EN EL CINE

EN LA PELÍCULA "LOS GATOS NO TIENEN VÉRTIGO"

El día en que Jo cumple los dieciocho años es echado de su casa y encuentra refugio, y tal vez algo más, en la terraza de su vecina Rosa, de 73 años.
Con dirección de António Pedro Vasconcelos, la película cuenta con los actores: Fernanda Serrano, Ivo Alexandre, José Afonso Pimentel y el mismo director que también se hace ver en la pantalla.
La banda sonora de la película tiene un extra digno del conocimiento del público: la fadista Ana Moura forma parte de la misma con la interpretación de la canción "Clandestinos de amor".
"Los gatos no tienen vértigo", en su idioma original "Os gatos nao tem vertingens" se estrenará en Portugal el 25 de septiembre del corriente año.



Andrea Lopes.